QUIET AFFAIR

PONY

INÍCIO

electric guitar

PONY é filho de um Alentejo que o contagiou de calma, nascido no Porto, em 1972, e mais tarde radicado de forma permanente em Leça da Palmeira. A música fazia parte do contexto familiar festivo. Depois de aprender os três primeiros acordes de guitarra dedicou-se a descobrir os restantes, numa insaciabilidade autodidacta alimentada a discos, livros, vídeos. Progrediu de tocar de ouvido para improvisar, de repetir para compor, e de elemento imaginário de bandas idolatradas para membro efetivo de bandas reais. Tem uma dialética única com os instrumentos de cordas: guitarra eletrica, acústica, portuguesa, baixo. Faz teclados, com menos frequência mas com equivalente destreza, e mantendo a mesma serenidade. Compõe linhas únicas de guitarra e baixo, e a satisfação da criatividade é complementada pelo apelo do palco. Tocar ao vivo é entregar a obra ao público ao qual ela pertence, e absorver toda a energia com que esse destinatário último da música retribui e valoriza o estudo, o ensaio, a gravação, o trabalho e a dedicação.

 

Estreou-se na guitarra com os “Sempre Sei” (1987-1990), mas foi ao baixo dos “Mania” (1990-1994) que inaugurou os mais relevantes espaços de concertos ocupados pela pop sonante cantada em português e abrilhantada por convidados catapultados para o sucesso.

Regressou à guitarra com os hits das “Amarguinhas” (1992-2000), onde disfarçou a aparência mas manteve o som vibrante e inconfundível.

Extinto o agrupamento, depois de um lampejo de versões em “Yin Yuh” (1999), integrou o registo intenso e intimista dos “Checkpoint” (2000-2010) onde acumulava guitarra e baixo.

 

Internacionalizou o baixo na “Banda de Poi”(2004-2008), em “Rasa Loba” (2008-2009) e em “Jabon Blue” (2006-2014), estabelecendo ligações à cena musical galega que se mantiveram até à atualidade.

 

A partir de 2011 integrou a banda de tributo aos Ramones “Shenna Punk Rocker” com guitarra e segundas vozes.

Ao longo deste intervalo de tempo, colaborou como artista convidado com “Johnny Johnny” (2011-2012) também na guitarra e segundas vozes.

 

A versatilidade permite-lhe a condição única de, neste momento, se sentir em casa com três projectos a que se dedica em simultâneo, e que apresentam características distintas: como baixista dos “Jabon Blue, desde 2006, e como guitarrista dos “Trabalhadores do Comércio” e de “Jimmy P”, respectivamente desde 2009 e 2012.

 

A estes registos, a partir de 2012 adicionaram-se os QUIET AFFAIR. Regresso às origens, pelo reencontro com quem se iniciou na música. Participação ativa e determinante na composição. Liderança de uma guitarra que imprime ao projecto alguns dos acordes mais marcantes da sua sonoridade. Um avanço exponencial no sentido da realização como ser humano, como criativo e como músico.